Como tratar pálpebras caídas

Existem muitos tratamentos pouco invasivos disponíveis no consultório do dermatologista que podem atenuar as pálpebras caídas

Se você se olha no espelho e sente que suas pálpebras já estão caídas, com pele flácida e não tem coragem de fazer uma cirurgia plástica ou ainda não tem indicação precisa, existem muitos tratamentos disponíveis no consultório do dermatologista que podem atenuar as pálpebras caídas. A maioria deles é não invasivo, podendo deixar a pele pouco avermelhada nos início.

É fundamental consulta com o dermatologista para saber qual o mais indicado para cada caso. Entre os procedimentos mais procurados podemos citar:

Laser de CO2 – É um laser fracionado ablativo, ele atenua rugas, flacidez e melhora a textura da pele tratada. Durante o procedimento o feixe de luz atinge a pele criando colunas de micro coagulação que fazem a retração da pele e estimulam a produção de novo colágeno. Como o tratamento é fracionado, apenas uma fração da superfície da pele é tratada pelo laser, deixando pequenas “pontes” de pele intacta. Esta técnica faz com que o processo de cicatrização seja muito mais rápido permitindo o retorno às atividades normais em menos tempo.

Os resultados aparecem de forma gradativa a depender das condições da pele de cada paciente, podendo ficar visíveis a partir do momento da realização do procedimento e tornando-se mais evidentes até 5 meses após a realização. O procedimento é feito no consultório com anestesia tópica e existe pouco desconforto associado. A pele fica mais rosada, descamativa e pouco inchada por, em média, quatro dias. São indicadas de uma a quatro sessões dependendo do grau de flacidez.

Radiofrequência monopolar – Essa tecnologia emite ondas de radiofrequência que aquecem as camadas mais profundas da pele, estimulando nova produção de colágeno. Os efeitos continuam a melhorar a pele até seis meses após um único tratamento dependendo da condição da pele e do processo natural de envelhecimento. Ela ajuda a tonificar a pele ao redor dos olhos e nas pálpebras.

Os olhos ficam com aparência mais aberta e menos cansada. Geralmente é realizado uma sessão por ano e após o tratamento é possível retomar a rotina normal imediatamente. O procedimento é feito no consultório sem necessidade de anestesia tópica e existe pouco desconforto associado.

Radiofrequência com microagulhamento – Esse procedimento realiza uma micro-ablação invisível por calor e por corrente elétrica através de um mecanismo de “micro pinos” para um procedimento seguro e sem sangramento. As agulhas passam pela superfície da pele sem efeito térmico, apenas emitindo elétrons no momento da ação.

Essa é uma tecnologia para a volumização da derme. É possível sentir esse efeito de preenchimento após a primeira sessão, mas para obtenção de melhores resultados são recomendadas, em média, três sessões. O procedimento é feito no consultório com necessidade de anestesia tópica e existe pouco desconforto associado. É esperado leve vermelhidão, inchaço e descamação nos dois primeiros dias pós procedimento.

Ultrassom microfocado – É um tratamento de ultrassom não cirúrgico. São aplicados pequenos depósitos de energia focada de ultrassom na profundidade certa sob a pele, de modo a obter o efeito desejado, mantendo a superfície da pele intacta. Esse aparelho estimula a produção de colágeno novo, com melhora do aspecto da pele. Os efeitos podem ser visíveis gradualmente até o sexto mês de tratamento, sendo indicada apenas uma sessão por ano.

É um procedimento sem “down time”, o paciente pode voltar às suas atividades normais logo em seguida. O procedimento é feito no consultório com necessidade de anestesia tópica e leve desconforto associado.

Fonte: publicado originalmente no Blog Letra de Médico, Veja.com.